NOS BRAÇOS DO PAI

1 de abril de 2019

Leitura - Lucas 15:1-3, 11b-32

 

A maioria das pessoas olha para esse texto sob uma perspectiva que, apesar de não ser incorreta, limita aquilo que essa rica passagem tem para nos ensinar. Gostaria de lhe apresentar uma perspectiva que vai além da atitude do filho, chamado de pródigo pelas suas atitudes e que nos mostra um Deus que abre seus braços para aquele que, desviando-se do caminho da Graça se perde nos atalhos de sua própria vontade.

Perceba que do outro lado de um filho pródigo, existe um pai magnânimo, amoroso, que espera, que acolhe, e que ama acima de tudo, acima mesmo de nossas equivocadas decisões.

É importante perceber os seguidos equívocos deste filho, até porque, nos ajuda a enxergar com a franqueza que se faz necessária, as nossas próprias atitudes tantas vezes semelhantemente equivocadas.  De alguma forma todos nós somos pródigos e o que me consola é olhar para essa penetrante parábola e conseguir me enxergar nela como alguém extremamente carente dos braços desse Pai, que ali estava pronto para acolher aquele que o havia deixado.

Este é o angulo que gostaria de focar nossa reflexão hoje, essa figura de um Deus que abre os braços para cada um de nós, mesmo diante de nossos desvios. Você com certeza deve saber do que estou falando, deve se conhecer bem o suficiente para reconhecer a sua grande necessidade de perdão, você sabe o quanto é importante enxergar de longe os braços abertos de um Pai que, sem olhar para a dimensão de seu erro, enxerga seu coração arrependido e carente.

Sempre irão surgir aqueles que não entendem esses braços abertos, aqueles que criticarão todo olhar de misericórdia porque somente enxergam as coisas pelos olhos de uma rigidez legalista. Esses braços lhe acolherão mesmo quando todos os demais se fecharem, esses braços lhe aqueceram , mesmo quando a frieza das mentes cauterizadas recusarem-lhe um espaço.